Nasceu em 6 de maio de 1889, na cidade de Bucareste, na Romênia.

Mudou-se com a família para Viena aos cinco anos de idade, onde pode vivenciar uma experiência interessante na qual relacionava com humor a sua idéia de espontaneidade como centelha divina em cada um de nós.  

No período de 1907 a 1910, Moreno e alguns amigos formaram o grupo "Religião do Encontro", por meio do qual expressavam sua rebeldia diante dos costumes estabelecidos, usando barbas e viviam pelas ruas à maneira dos mais pobres. Assim, acreditavam que favoreceriam a espontaneidade e a interação entre as pessoas. Nesta fase de sua vida, Moreno conduzia-se aos jardins de Viena, onde criava jogos de improviso com as crianças.

Em 1912, Moreno iniciou sua vida acadêmica na Faculdade de Medicina, em regime interno para estudar na Clínica Psiquiátrica de Viena. Neste local fez um curso de verão onde conheceu Freud, que ministrava um curso naquela faculdade.

Moreno e dois outros profissionais (um médico venereologista e um jornalista), no ano de 1914, fizeram um trabalho em Amspittelberg, juntamente com prostitutas vienenses conscientizando-as de suas condições, utilizando técnicas grupais, o que proporcionou que organizassem uma espécie de sindicato.

Formou-se em medicina em 1917.

Teve como característica marcante e intensa a vida religiosa até o ano de 1920. Sua inclinação maior nesta época foi o interesse pelo Teatro onde, segundo ele, "existiam possibilidades ilimitadas para a investigação da espontaneidade no plano experimental".

O Teatro Vienense da Espontaneidade foi criado e fundado em 1921, experiência que constituiu a base de suas idéias da Psicoterapia de Grupo e do Psicodrama.

Sem texto pronto e decorado, a proposta do Teatro da Espontaneidade baseava-se na representação espontânea, com os atores criando no momento da atuação e assim relacionando-se com a plateia. Lançando naquele momento as raízes do Sociodrama, a partir daí ele criou o "jornal vivo", em que dramatizava as notícias do jornal diário junto com o grupo participante.

Ao trabalhar com os pacientes do hospital psiquiátrico usando o "Teatro da Espontaneidade", criou o Teatro Terapêutico, que depois foi chamado "Psicodrama Terapêutico".

Colaborou com a Daimon Magazine de 1917 até 1920, na importante revista existencialista e expressionista, na qual colaborava também Martin Buber, Max Scheller, Jakob Wasserman, Kafka, entre outros.

Em 1925 mudou-se para os EUA. Dois anos depois fez a primeira apresentação do Psicodrama fora da Europa.

Em 1931 introduziu o termo Psicoterapia de Grupo, sendo considerado o verdadeiro ano da Psicoterapia de Grupo científica, embora as fundamentações e experiências tenham iniciado em Viena.

Moreno Construiu em 1936 o primeiro Teatro de Psicodrama, na cidade de Beacon House, distante 90 km de Nova York, doado por uma amiga e admiradora Madame Franchot Tone, onde funcionou um centro de formação profissional, além da realização semanal de sessões com psicodrama público até o ano de 1982.

Moreno morreu em Beacon, em 14 de maio de 1974, aos 85 anos de idade e pediu que em sua sepultura fossem gravadas as seguintes palavras: "Aqui jaz aquele que abriu as portas da Psiquiatria à alegria.”

 

Referência Bibliográfica

GONÇALVES, Camila Salles; WOLFF, José Roberto; ALMEIDA, Wilson Castello de. Lições de Psicodrama: Introdução ao Pensamento de J. L. Moreno. Ed. Ágora. 1988.